Quando é pedido um trabalho para o aluno ele não precisa mais de um dia, dois, uma semana para completá-lo, não precisam mais ler um livro, consultar uma enciclopédia; ele precisa de cinco segundos para encontrar o trabalho pronto (CtrlC – CtrlV); e se ele se interessar pelo assunto, com no máximo um minuto ele tem acesso ao trabalho original, a foto decisiva, a todas as enciclopédias, vai a diversos museus com visitas guiadas em seu idioma e tudo isso em 3D e interatividade, consegue comentários, o e-mail do autor e se comunica com ele, e se for em outra língua há tradutores disponíveis, ele chega na aula com informações mais aprofundadas e mais atualizadas que a dos professores.
Eles se mobilizam, por “bobagens infantis” e por “seriedades adultas”. Eles se agridem com o bully virtual, se amam via MSN, divulgam seus medos, angústias, felicidades, vitórias e derrotas; eles se abrem com o mundo e sempre encontram alguém que os entendem e ajudam.
Eles ganham muito mais dinheiro que os professores simplesmente jogando videogame. O professor estudou durante anos para conseguir um emprego, eles se divertem durante anos com jogos eletrônicos e ganham 10, 15 mil dólares por mês para isso, e nós chamamos isso de diversão.
O caso é, nós já temos alguma geração de professores que foram alfabetizados nessa era tecnológica que conheça esses segredos? Me parece que a situação se inverteu, os segredos deixaram de ser dos adultos e passaram a ser da “infância”; então não seria o caso do desaparecimento da infância, seria o caso de uma auto segregação?
Não os entendemos e os responsabilizamos por manter seus segredos a vista de todos.
Bully, indisciplina, violência escolar... nada disso vai ter sua incidência diminuída se não encontrarmos uma forma entender seus segredos expostos.
O posicionamento então deixou de ser proteger a infância para ser seu parceiro.
Vale a pena ler, R$45,00 na livraria Cultura.
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